“Atrator Poético” é uma instalação multimídia interativa originalmente concebida pelo SCIArts - Equipe Interdisciplinar. Posteriormente a instalação foi finalizada em parceria com o músico Edson Zampronha.
  O diálogo entre imagem e som com o ferro-fluído (um líquido magnético que se conforma ao campo formado por bobinas eletromagnéticas) e a interação com o público constroem a poética da obra.
  A interferência do público na imagem produz construções sonoras e a movimentação do ferro-fluído. A imagem dessa movimentação é captada por uma câmera e é projetada numa superfície circular.
  A imagem projetada se torna a interface para a modificação do ferro-fluído e dos sons. O público toca na superfície de projeção, circula em torno dela e gera imagens que parecem constelações, formas que surgem e desaparecem, ouve sons associados à imagem, e quando percebe que as imagens projetadas têm relação com o que acontece com o ferro-fluído no totem, volta para observar as formas do ferro-fluído, percebendo o processo e refazendo o percurso.

IMAGENS
 
  As imagens são geradas a partir da câmera que capta as transformações do ferro-fluído. Cada sensor está relacionado com uma bobina e um som, e quando é ativado o ferro-fluído se configura com o campo magnético formado pela bobina. Cada imagem possui um tempo de duração definido pela duração do som. A imagem projetada possui características próprias, diferenciando-se um pouco das formas originárias observadas no totem, produzindo um efeito luminoso com formas que aparecem e desaparecem.

 

SONS
 
  O mesmo elemento (ferro) utilizado para gerar o ferro-fluído e as imagens é a base dos objetos de metal que foram percutidos e friccionados, produzindo sons curtos e longos. A referencialidade dos objetos percutidos foi alterada, de tal modo que se pode reconhecer o timbre do material (metal), sem no entanto identificar o objeto que produz esses sons. O espectro de uma barra de ferro percutida serve para gerar um acorde que afina todos os sons da instalação, criando assim uma harmonia que sintetiza os eventos sonoros em um todo coerente à escuta.
  Um som contínuo está presente de forma constante, e garante a coerência da construção sonora. Sobre este som, acionados pelos 14 sensores (sendo 8 de forma voluntária e 6 forma involuntária) intervém sons pontuais relacionados a cada bobina eletromagnética que geram as formas do ferro-fluído. As 8 caixas acústicas dentro da instalação criam diferentes espacialidades sonoras em função da interação do visitante com a instalação.

 

SISTEMA DA INSTALAÇÃO
 
  O sistema da instalação possui 3 partes:
  TOTEM
  ÁREA DE PROJEÇÃO
  SISTEMA DE CONTROLE DIGITAL






TOTEM

  Uma das formas do ferro-fluído construída pelo campo eletromagnético.
  Cada sensor está relacionado à uma bobina e a um som.
  O ativamento dos sensores formam uma composição sonora com diversas combinatórias.


Por baixo do recipiente com ferro-fluído,
localizam-se as bobinas eletromagnéticas.

 

SISTEMA DE BOBINAS ELETROMAGNÉTICAS

 

 

PLATAFORMA DE PROJEÇÃO

  Projeção de imagem das bobinas na plataforma, para localização dos sensores de proximidade e pontos falsos, onde são projetadas as imagens do ferro-fluído.

Projeção das imagens do ferro-fluido sobre a plataforma.


 

 

PLACA SCIARTS

 

INTERAÇÃO

  Uma das formas do ferro-fluído construída pelo campo eletromagnético.
  Cada sensor está relacionado à uma bobina e a um som.
  O ativamento dos sensores formam uma composição sonora com diversas combinatórias.

1.O público entra na sala, percebe um som e visualiza uma superfície circular com alguns pontos (sensores).
Nos primeiros passos algumas formas se projetam e conforme caminha e passa a mão sobre os pontos outras formas surgem enquanto outras desaparecem. A composição sonora altera-se com o acréscimo e o desaparecimento de elementos sonoros em sintonia com as imagens.

2.
Em seguida vai para o totem e percebe que formas similares a ouriços do mar e coroas surgem e desaparecem na superfície de um líquido preto (ferro-fluído).
Logo percebe que as imagens projetadas tem como referencial essas formas.


3.
O círculo entre a interferência nas imagens que produz as formas no líquido preto, cujas imagens são projetadas se completa.

 

 

PLANTA DOS SENSORES

 

 

PLANTA DO SOM

 

 

CORTES

 

 

EQUIPE